Resenha Alice in borderland
ALICE IN BORDERLAND
Este foi um drama que desde do momento que lançou me chamou a atenção, mas acabei enrolando um pouco para assistir. A premissa inicial não tem algo de tão diferente e inovador, mesmo que envolva um futuro distópico e, um possível cenário pós-apocalíptico. Porém, o drama consegue transformar isso em algo único.
A trama começa quando, um certo dia, três amigos, passeando pela cidade, acabam fazendo umas brincadeiras que chamam a atenção da polícia e se escondem em um banheiro de metrô. Quando saem, percebem que toda a população de Tóquio desapareceu e só restam os três. Conforme as horas vão passando e os amigos vão passeando pela cidade para tentar entender o que aconteceu, eles descobrem que precisam participar de um jogo para sobreviver. Aliás, vários jogos.
Eles não têm escolha. Ou jogam, ou morrem. Morrem com um laser vindo do céu direto na cabeça. No primeiro jogo, já vemos que o que a série está tramando não é nada amigável, muito menos simples, envolvendo muita lógica, decisões bem pensadas e, principalmente, é preciso deixar se levar pelo instinto de sobrevivência. A cada jogo, situações mais complicadas vão acontecendo e rapidamente começamos a entender que o que está acontecendo faz parte de algo muito maior e que será difícil escapar. O drama parece tomar vários rumos, além de trazer muito mais respostas, quando os protagonistas descobrem que existem vários outros sobreviventes e um lugar chamado "Praia", em que as pessoas que vão sobrevivendo aos jogos ficam juntas, se divertindo e se preparando para os próximos desafios. Mas como a vida em sociedade, isso traz diversos problemas como: disputas e traições.
Tudo, incluindo o cenário, parece uma típica cena de videogame; assim como a personalidade e características físicas dos personagens, cada um com estilo próprio. O drama é muito bem produzido e adaptado, com muitas cenas de arrancar diversas emoções. É interessante observar os personagens crescerem em uma situação de desespero, assim como ver como as relações se desenvolvem. Cada um dos episódios traz um novo desafio que os amigos precisam resolver. Para sobreviver a cada etapa, eles precisam descobrir enigmas e códigos, por isso a série nunca fica entediante e o ritmo de suspense se mantém.
O drama pode ser uma releitura de dois grandes clássicos, Alice no País das Maravilhas e Jogos Mortais. Mas de uma forma bem mais metafórica. Muitas questões ficaram em aberto e torcemos para que tenhamos logo uma segunda temporada! Para quem curte uma trama com ação e suspense, indico muito.
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