Resenha Sweet home

SWEET HOME
Se você está buscando um drama diferente, com ação e monstros humanoides, aposte nesse drama! Eu me amarro nessse estilo de dorama e quando fiquei sabendo do lançamento de Sweet Home já fiquei bem animada. E o drama cumpre o que promete!Apesar de termos um personagem principal, Hyun Soo (em boa atuação de Song Kang, de "Love Alarm"), às vezes parece que nenhum é o principal ou que todos são, ao mesmo tempo. Ele é um jovem que deseja tirar a própria vida, mas que, diante da situação de destruição total, começa a lutar pela vida, a própria e a dos seus vizinhos.
Logo somos apresentados aos outros diversos personagens do prédio, cada um com sua esquisitice e sua história pregressa. Os episódios possibilita que cada personagem tenha seu momento de desenvolvimento, alguns são mais interessantes que os outros e outros estão ali apenas para morrer. Tem personagens odiosos, como o velho que maltratava a mulher e outros carraços com coração mole.
O roteiro afasta a ficção científica e abraça o terror quando trata as transformações não como doença, mas como maldição - o que também afasta a série de comparações com a atual pandemia. Tudo tem a ver com o desejo humano, e, por isso, há várias reações distintas para as transformações; não é uma maldição contagiosa e nem todos viram monstros, cada um reage de uma forma. São as ambições e desejos individuais que decidem e o indivíduo será um monstro ou não.
É uma série tensa, bem feita, com boas doses de humor e muito drama humano. Também traz diversas referências, de Stephen KIng a ''The walking dead'' (um certo bastão de beisebol kkkk), passando por ''Zumbilândia'' e também ''Resident Evil''.
Para quem pensou que essa seria mais uma história de zumbis (apesar de não serem zumbis, efetivamente), Sweet Home é mais uma história forte sobre a natureza humana, trazendo antigas alegorias para retratar o que de mais sombrio há dentro de cada um de nós. Os temas de sobrevivência, caos e mundo pós-apocalíptico retornam, mas sempre com uma carga dramática bem feita e definitivamente marcante, contando com muito estilo e uma trilha sonora excelente. Mergulhe sem travas nesse universo devorador e nada doce.



Jhenifer Viana

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